Cheguei lá, como de costume, intrometido e inopinado. Terá sido o amor, essa ciência estranha que me leva aos locais mais secretos e deslumbrantes, ou o estouvado da viagem.
Seja, a Maison fica ali no número 76, da Miguel Bombarda, em Viseu. Bons, e tradicionais hambúrgueres, francesinhas, bifes e saladas. Isto nos baixos, ao mesmo nível do Marques, o meu primeiro barbeiro, e de toda a familía em Viseu. Também ali, do outro lado da rua, a Avenida, onde o senhor Anselmo nos cuidava dos livros para o liceu, do qual aproveitávamos o intervalo grande, eu, a Anita e tantos, para irmos ao Forninho, comer a bola ainda quente e gulosa.
A Maison foi restaurada, o Vintage cresceu e ali botei assento, como em cartório virado a livro de contas. E lá em cima? Bom, em cima o Vítor Rocha lá me levou e mostrou a varanda que, tal como o elevador do Major, sempre quisera ver. Em cima são salas: de visitas, de refeições, de estar. E de beber. Vinho escolhido, mundividente, mas, no que me importa, Dão. E com sala de ver parque, o Aquilino Ribeiro que aqui, na Maison, não há “Jardim das Tormentas”, antes essa ‘Seara Nova’ do fecundo turismo que tem merecimento na qualidade.
O resto? Bom o resto é ir e ver, beber e observar. E pensar como, em querendo, fazemos perfeito e com garbo. Honraria ao Vítor, copos e vinho, Dão pois então, a nós.






