Quinta das Queimas, Canas de Santa Maria


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Quinta das Queimas, Canas de Santa Maria

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6 hectares

1 marcas

15 mil garrafas,

60 000 euros de faturação

Chega-se mal as vinhas assomam à beira da estrada. De Norte, pela A25 e IP-3. De Sul, pelo IP-3. Num e noutro caso, dá sempre para aproveitar a viagem e percorrer uns troços da Estrada Nacional 2.

O destino é Santa Ovaia de Cima, em Canas de Santa Maria. À nossa espera Cristina Videira Lopes, entusiasmada com o negócio do vinho.

A Bela Vista, que toma nome de avenida, são caminhos estreitos, alcatrão adornado por bonitos muros de granito. Oliveiras e pinheiros, mais as vinhas, estão por todo o lado.

Na adega há cubas de cimento, inox e carvalho; lagar de pedra a meia janela exterior, hidráulica e nascentes água e um terraço de onde vemos uma das vinhas.

Graça e Cristina Videira Lopes são a terceira geração de uma família de viticultores, com atividade há mais de 100 anos.

A história recorda Zé Videira, um tio de Cristina, com várias quintas e vinho para consumo próprio. Isto nos finais de XIX, quando Manuel Rodrigues Cardoso Videira, avô de Cristina, é perfilhado por Zé Videira, tio sem sobrinhos nem herdeiros.

A adega ainda está na mesma estrutura que Zé Videira ergueu. Acrescentada. O armazém, que primeiro serviu comércio de têxtil, acompanhou a plantação de vinhas e deu lugar, em 1940, à nova adega da Casa da Lã. Um novo edifício com tanques de granito. Lagares que ali começaram a receber vinho de uvas plantadas duas décadas antes.

Em meados de 1970 Videira deixa às filhas todas as propriedades. Aurora e Armando Lopes prosseguem a atividade, há planos para comercializar vinho engarrafado, mas o desaparecimento, em 1994, de Armando, torna Aurora na feitora das propriedades.

Em 2018 é a terceira geração quem passa a fazer as vindimas nos 30 hectares de cepas, em modo viticultura sustentável, nas margens do rio Dinha, Caramulo na vigília e Estrela no abraço.

Videiras centenárias, novas, misturadas em prática antiga, divididas em sete propriedades. Almoxarifado, adega e vendas na Quinta Grande, com belos talhões de cepas quase centenárias. A Quinta das Queimas, que dá a marca, no meio da aldeia a Eira Velha.

Quinta do Laranjal, hidráulica para regadio com uma levada. Portodinho, já na margem do rio Dinha e Laboeira, vinhas novas.

Aqui há vontade de fazer crescer adega e juntar alojamento e sala de provas.

Ali ao lado, Santa Maria de Canas ou, se preferirem Canas de Sabugosa. Ciclovia e ecopista, ao vale do Dão.

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