“Agricultura(s) a minha vida!”


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“Agricultura(s) a minha vida!”

A lavoura tem várias disciplinas, a viticultura uma delas. Fará sentido discutir a dita nesta agremiação vínica, um Armazém. De secos e molhados. Muito meditar, o cheiro da gráfica, o congeminar, a tinta a cair no branco, que já teve festival literário de sabor vínico. Ora a decisão de editar um livro, especialmente um que aborda disciplina tão específica como agricultura, reclama ponderação, calibrar a precisão técnica e relevância abrangente. A viticultura, como ciência, é precisa no objetivo, fim claro e mensurável, produzir uvas de alta qualidade para vinificação. Eis o José Martino no propósito do objetivo e nos resultados. Conheci-o em Sever do Vouga, nos mirtilos de 2012.

Depois fomos encontrando caminhos de estrada, de seca, água, kiwis, pistachos, visionário. Sim o extremo da palavra num país que enjeita o planeamento. Pensar em editar, e já temos experiência de editar projetos noutras prateleiras e demais estantes, faz sentido. Começamos pelo começo. Principiamos pelo princípio. A mãe do vinho. A Agricultura.

É um agrónomo, lavrador e agricultor, professor também, mentor quando lhe sobra o tempo que eu aproveito, bússola se quer virada ao objetivo. Um privilégio. E não é um livro, ou antes é, um Livro com Manual dentro. Pensado e pragmático. “Agricultura(s), a minha vida! Reflexões críticas na imprensa”, uma coletânea de crónicas publicadas em 2024 e 2025 traz estudo de dados, experiência e propostas concretas para o desenvolvimento sustentável do território com o objetivo de gerar massa crítica nos cidadãos.

“Agricultura(s), a minha vida!” vai no bornal, é ferramenta de trabalho e reflexão para autarcas, governantes e decisores públicos. Ali não há mera constatação, a caixa traz ferramentas, um manual de ideias e propostas de políticas públicas.

José Martino é empresário, consultor e especialista em desenvolvimento territorial.
No que me abonda, uma voz das nossas, uma escrita vinda das fileiras dos agricultores e do mundo rural, onde urge a defesa do interesse público.

Assim a logística arruma neste Armazém livros.

O lançamento de “Agricultura(s), a minha vida! Reflexões críticas na imprensa” sai em Dezembro, visão e caminho, estrada, pensamento, razão e ação, ver largo, estratégia num país que ainda não decifrou o termo manobra e que insiste na tática. Do antes, “Agricultura sem Papas na Língua”, no do agora, um plano de ação baseado em estudo de dados, experiência e propostas concretas para o desenvolvimento sustentável do território com o objetivo de gerar massa crítica nos cidadãos.

A obra conta com Prefácio de Raul Jorge, Presidente do Colégio Nacional de Engenharia Agronómica da Ordem dos Engenheiros, e Posfácio de Fontainhas Fernandes, Ex-Reitor da UTAD e do CRUP. O testemunho chama também governantes, dirigentes, lavradores, académicos. Conhecedores que atestam olho certeiro. Escrita fina, descrição e estudo, sustentado no organizar da informação. E eu acho muito sensato e um potente acrescento conceptual, começar a editar livros pela agricultura.

A agricultura, essa metáfora, a produção do vinho à produção de um livro, um novo código, uma sigla, analogia direta para o processo criativo e editorial. Muitos dos temas mais profundos da literatura estão intrinsecamente ligados à terra e ao cultivo. Ao começar pela agricultura, vejo-lhe o sentido.

“Sem papas na língua”, José Martino aborda a agricultura e o setor agroflorestal a partir de uma perspetiva técnica e de cidadania, promovendo a reflexão e o debate sobre a realidade rural.

Análise crítica de estratégias, reformas e iniciativas governamentais ou comunitárias, incluindo a Política Agrícola Comum. A importância da água, sua gestão, e o Plano Estratégico “Água que Une”. Um número considerável de crónicas a cogitar no problema dos fogos rurais, causas e lições, a defesa de uma aposta urgente em medidas de planeamento e gestão da paisagem. E a necessidade de incrementar a estrutura fundiária através de crédito e de reformas. Também discussão sobre a política protecionista do setor dos cereais, recursos financeiros mais bem aproveitados no setor das hortofrutícolas.

Aborda ainda temas como o vinho, o azeite, o abacate e a maçã. Tudo com a defesa de uma agricultura moderna e sustentável, aliada à ciência e à inovação tecnológica. a coesão territorial, turismo, gastronomia e a cultura, valorizar o que temos, um convite à ação e ao debate informado sobre a agricultura, que nos mostra vitalidade, inovação e o impacto no desenvolvimento sustentável do país. O que todos queremos.

Teremos mais livros neste armazém. E pipos também.

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