Vinha de Reis Reserva Tinto 2019


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Vinha de Reis Reserva Tinto 2019

Há dois, do mesmo ano, contudo de rótulos diferentes. Este é um Reserva e diz-me o caderno de encargos que é distinção para vinhos associados ao ano de colheita, 2019 no apreço.

Dado o grito, tenho como amigos o Jorge Reis e o Miguel Magalhães, este acumula com a missão de me ensinar.

Deitadas as culpas, está pronto a ser evocado. A Quinta, per si, é proscénio para vinhos. De um lado e do outro da Nacional 231, ali moram quatro gerações. A última, no mando, é um médico que eu recordo, a fumar, nos degraus de um restaurante em Gouveia. Guarda dele o saber e costumo dizer do meu amigo que é “um médico que foi a correr tirar uma engenharia de viticultura”.

No fazer, o Miguel Magalhães que desde o berço traz cepas e vinhos.

A descer para Oliveira de Barreiros, na Sub-região de Silgueiros, são dezena e meia de hectares de vinhos, orientados de Norte para Sul.

Paro lá quando tenho sede, de vinho e de conversa, e nunca o saber me faltou.

Adiante, o Reserva arejou, concentrado de taninos secos e porte austero na mesa. As alvissaras, vitela arouquesa, arroz seco e branco e uns feijões atiçados a linguiça. Custou-me 19,77 euros, em loja, e mereceu-os. Pela elegância e pelo que deixa no palato depois de gorgolado o último trago.

Final longo e persistente, vem de terra arenosa do granito e algum xisto. Na feitura, meia dúzia de dias, houve temperatura controlada e depois sono. Muito. Ficou 15 meses em barricas de carvalho francês, coisa leve, a encorpar, quase um agasalho. Muito suave e nada vistosa, como me convém. Lá dentro os do costume: Touriga Nacional, Alfrocheiro e Jaen. A Touriga a meia nau, os outros ao quartilho. E o lote ficou sagaz. Engarrafado em 2022, acrescente o arguto ao vinho.

Em 2019 a vindima teve chuvas, começaram na Primavera e foram até ao Verão, maturações lentas, tintos frescos, excelentes. No Dão, onde envelhecer é privilégio, estes cinco anos trouxeram mais aromas, cia no Dão, com vinhos que, não tenhamos medo, merecem ser guardados. Alguns, que também é +ara beber. Coisa de velho. Siga.

A Touriga Nacional teve merecida colheita, embora não seja grande apreciador da casta, mais cor, acidez e aroma.

Límpido, a brilhar ao sol da minha varanda, eu e ele mais a cigarrilha, um vermelho pujante, sabor intenso e profundo, estruturado, com final de boca longo.

Sofisticado. Mas com à-vontade e poderio. Intenso e Sofisticado e ficamos assim.

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