

A reboque de outras compras, arrumados os 3,49 euros da botelha, refrescou-se enquanto se embrulhavam bacalhau desfiado, batatas e ovo. Um instante de culinária que permitiu agarrar no cigarro e na língua, avançar à varanda, para o desfrute e a conversa de fim de dia.
Delicado, homocromia pois então e já lá vamos, composto e floral, atiçou aromas ao nariz, frescos e frutados.
Produzido pela Udaca, que recolhe os vinhos para depois lotear, mostrou boa acidez, dança segura das castas Cerceal, Malvasia Fina e Bical, vinificadas em bica aberta, assim o tomei pela prova. Cristalino, límpido e bem cristalino, tem vigor e vontade para se abalançar noutras comedorias. Daí a homocromia, a delicadeza feita força e são 13º, que esportularam preço justo e justo casamento de comida e bebida.
Intenso, não se aquietou ao Braz do Bacalhau, antes se lhe compunha, ligeiro, discreto e poderoso. Um vinho branco, digno e com uma excelente relação qualidade preço. Dos que nos fazem bem à carteira, alimentam conversas e colocar os bites a rolar na nossa mioleira.
Afoito, segura carnes e peixes brasados e irei testá-lo, ao São João. Com sardinhas a pingar na broa trambela.
Siga, do vinho sabemos que vem de outra cooperativa, o meu nariz não lhe deteta a origem, mas sei que a safra de 2022 mostrou temperaturas médias a subirem, precipitação irregular e escassa. Habituemo-nos. Uma colheita mais jovem, com 13º, bem escondidos na mineralidade.
Um vinho Requintado e que o bom senso manda que se guardem algumas garrafas. Todavia, vá emborcado algumas, em copo largo e Branco refrescado.
Divino.






