Morgado de Silgueiros Branco Encruzado 2023


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Morgado de Silgueiros Branco Encruzado 2023

Ainda a precisar de sono, mas já com botelha composta e a reclamar largueza no copo, o Morgado de Silgueiros Branco Encruzado 2023 veio da loja, para desmontar um dos meus mitos, o vinho precisa sempre de duas vindimas em cima, para que as garrafas repousem e ganhem alma. E assim, antes de tempo e preconceituoso, atirei-me a ele, com uns doces 6,32 euros para acompanhar um lombo. Se vai para o pipo, não pode ir para a vitela!

Amarelo, fresco, travesso e endiabrado, assombrou-me o palato, fechei-lhe os lábios e fiquei ali, a pressentir estrutura, untuoso, fresco e a precisar de ser educado, para nosso maior contento, numa boa adega em persistente remanso.

O Encruzado, esse, estava por inteiro, mineral, tranquilo. Pronto a beber e assim me deliciei. Voluptuosamente jovem. Aboletado à fruta, virei-me ao lombo, assado em fogo lento, com batatas e cebolinhas. Um arroz dos simples, e capazes, soltou o cereal e mais vinho.

A vindima, a penúltima no andor dos anos agrícolas, de 2023 foi para notários, extremas para lavrar, muito calor no agosto e chuvas no setembro inquietaram engenheiros, lavradores e enólogos. Tudo acabou bem, as chuvas, primeiras, do setembro refrescaram e as uvas entraram, tabuleiro acima, nas adegas para grandes prodígios.

Lembrado o vinho, o Encruzado baila-me completitude nas memórias gustativas, granito, pomar e rio. Bravio, suave o vinho, de final longo. Resultado da juventude, dos 13,5º ou do estágio no inox, muitos provadores assomaram excelência a tão grandiloquente vinho. Que sim. O vinho tem comenda. E prebenda.

Galhardo. Assim a mesa lhe acalme a impertinência, que é bom de beber.

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