Isto não é um Dão. Mas tem uvas colhidas na geografia do Dão. De sabor fino, com acidez discreta, aromático e um bom final de boca.


Porque não é um Dão? Ora porque a casta não é autorizada e, como tal, a Câmara dos Provadores, da Comissão Vitivinícola, não lhe dá certificação. Assim sendo só lhe resta obter o registo do Instituto da Vinha e do Vinho. Porém, há que ter cuidados, quando pedimos fatura a referência é de que se trata de um Dão.
Bem sei, há no Dão muitos produtores só com o selo IVV, ouço criticas daqui e d’alem, mas esteve bem a Câmara dos Provadores, creio até que se trate de um vinho para exportar, ou, então, uma “francecise”.
A rolha é maviosa, parece que adivinhou o caudilho, a Anita, que tem bom nariz, gostou e reclama que se deve beber bem fresco, a mim, honestamente, não me caiu do goto.
Cor amarelo citrino, fruta verde, é o resultado da vinificação feita a partir da seleção de uvas criadas na Quinta Picos do Couto, em Tábua, vem com indicação de Vinha de Touriz e estágio, de oito meses, em barricas de carvalho francês.
A botelha, em loja, custa 13 euros, deu-se bem com um arroz de pato, dos autênticos e ainda acompanhou uma vitela de Lafões com deliciosas batatas, para acalmar os 13º que este vinho, produzido pela Tavfer, ostenta.


A botelha, em loja, custa 13 euros, deu-se bem com um arroz de pato, dos autênticos e ainda acompanhou uma vitela de Lafões com deliciosas batatas, para acalmar os 13º que este vinho, produzido pela Tavfer, ostenta.
A Tavfer é produtora com várias quintas, em Tábua tem 30 hectares de vinha, em Penalva do Castelo soma mais 30 hectares, divididos pelas quintas do Mosteiro e do Serrado.
A vindima em 2022 foi árdua, com muito calor e beneficiaram os vinhos a cotas mais altas e de maior frescor, e uma quebra de produção que no Dão rondou os 15%.
Tem uma boa fragrância floral, não lhe encontrei corpo, mas, confesso, não o apreciei muito, demasiado macio e discreto final de boca.






