Têm sido dias de passos curtos e muitos. Bastantes no andaço e nas aflições. A ‘Operação América’, como lhe chamamos aqui no Armazém do Dão, enfileira-se, o Tiago e o David cuidam do algoritmo e até a Maria se juntou nestes estranhos dias, da pressa e das aflições, para gerir o tráfego.



Ora, posta esta idade, nervoso como quem aprende a gostar de médicos, fui ao raio-xis. Apanhei o 1 e, de vésperas como pontuou a Anita, ainda bem não estava na Alberto do Sampaio, a beber água e café. Era o que dizia o receituário. Parei nos Cancarras, bombeiro educado, e ouvinte carago, recebeu-me. Mais café e água e vamos ao suplício.


A Doutora, que tratei por Menina, competente e humana, logo ali baixou a tensão arterial. Feliz e contente, estuguei passo, como se regressasse ao magistério para cursar comunicação, subi a Maximiano de Aragão e negócios. Na escalada, automóvel com os dizeres ‘O distribuidor de histórias’ escarrapachados. Sinais, que nem coincidências nem bruxas, e atasquei afofado.

Conversas, notas, conferências em vídeo, julgam que isto é só juntar CSS ao HTML e tudo caminha, e telefonema, que ando acelerado, bebido como quem insinua. Eu, aliviado dos 54 anos normais para a idade, café para o caminho. Do lado de lá, queixume. Sem razão, apliquei sanção. É só muito trabalho, o Tiago Proença a dar-lhe no algoritmo, as ideias a fluírem, o tempo a reclamar prole.
A descer, a Nunes de Carvalho, cumprimentos ao Comandante Horácio, cidade vista no caminhar, espera castigo. Comprovado que recusei, o que eu invento, o gentil branco do Alves, reclamei namorico e vinho.
Sentados, em Viseu cidade, eu e meu amor, de olhos verdes e coração bondoso, branco. E, manias, perguntei. É do de Penalva? Não, é do Caiado. Antes tivemos o Pedra Cancela. Eu, que ando pela pátria, lembrei-me logo de Estremoz, que cruzei desajuizado a caminho de Portel onde há belíssimo vinho, e das vinhas. Eu e a Anita, habituados a ler a alma um do outro, atirei um seco, não obrigado, estamos no Dão.



E nestes dias de passo apressado, rumámos a casa. Lido o relatório, a saúde está bem, as ideias correm, o algoritmo dança e dali de Pombal, Cuétara, que o Sumol abalou há muito e deixou Cervejália.
Que raio andais a fazer homens do Dão? Hoteleiros e restauradores, já não se bebe um ‘local wine’, coisa que até nos Balcãs percebem?

Mais um telefonema, três mensagens e o descanso. Não sem antes enviar telegrama final: Caiado? Nem pintado. No imenso Alentejo dos meus amores, com certeza. Até lá, pedagogia. A que nos falta e não nos Dão. Levam com o cajado, com a abalada e com este infinita tristeza. Que tanto lavrador, honesto e enxuto temos. Boletineiro? Deutsche Post, que temos tanto a aprender contigo.

“A terra, posto que fértil, se não descansa, faz-se estéril”.






