A Logística no Dão, entre vinhas, chuva e a N231


Publicado por:

a

em

A Logística no Dão, entre vinhas, chuva e a N231

Já vos falei nas minhas aventuras logísticas, creio. É uma memória que remonta aos primeiros anos oitenta, quando me escapulia de casa, ainda em Castelo Branco, para ir ganhar dez escudos na descarga do camião da Martins e Rebelo que vinha, penso eu, de Vale de Cambra. Também ia com o senhor Belo, um alentejano da Chança e que usava uma bic laranja fina para escrever no triplicado da fatura mais o papel químico a nota da encomenda, fazer as entregas na praça, e foi nessa altura que conheci o enorme supermercado das Minas da Panasqueira.

Hoje, calhou-me descer o Dão, para acrescentar cabazes à bagagem. A estrada falhou-me a oportunidade de parar, mas pinto-vos o retrato da chuva, dos pinheiros-mansos, a ramagem das grandes oliveiras encostadas aos muros de granito, as vinhas já na invernia e eu, no alforge. Sim, a Estrada Nacional 231, reparei que aberto estava, o portão da Quinta Orthon, se a memória não me falha, mas para os esquecidos, a Vinha Paz do lado da adega. E eu de mapa engajado às Fidalgas.

Uma curta viagem logística, cada socalco um bulício, na demanda dos líquidos etílicos, nos taninos, dos muitos e dos impercetíveis, que ainda ajeitam a prelatura branca. Seja, a estrada está movimentada, o sobe e desce a Ponte Pinoca, que vai cheio o Dão. Corre água pelos lameiros, e a Região mantém os pêndulos a funcionar, incluindo a formidável estrada. Uma estrada vínica, conto-lhe uma mão-cheia, talvez mais, de produtores. E muito vinhedo nas margens. E produtores de ao pé da porta.

Somos ou vamos? A Estrada Nacional 231 (N231), serpenteia o vale do Dão, rasga as mandibulas e mostra-nos o coração da Região Demarcada do Dão. Vejo as linhas dos vinhedos, perfeitamente dispostas, no sentido das encostas, no mapa, no satélite, no ver dos olhos. E anoto, entre volante e uma redução na caixa de velocidades do automóvel, de onde ainda tento o retrato.

Ao cabaz, carinho, do bom que o Dão tem para oferecer, o Encruzado de 2022 e o Tinto Reserva de 2018. Nas prateleiras, azeites e doces. Sim, falta-lhe ali um balcão corrido e uns queijos. Não que se os pedisse não mos ofertassem, nada disso. Falta mesmo um “secos e molhados” para conhecer Casal Sancho, as Fidalgas de Santar e como o vinhedo está a levar a melhor sobre o granito. Muita surriba, a lavoura está pujante, esperemos que as Festas cuidem dos stocks e que os pipos se esvaziem. Eu, eu espreito paisagem a lá do vidro. E conto-vos. A seco, mas conto-vos.

É a viagem, esse ir e vir, o espreitar Dão na Pinoca, olho no retrovisor para não escapar o automóvel tardoz, distância ao camião dianteiro, e sim, a estrada, nas chuvas, pede cuidados. E fazer cuidado é a simbiose com a vinha, descansar para a grande poda, dos frios. Até lá, poder. Powered by armazemdodao.pt; insígnia que viaja até cada Consoada. Mas disso, dos Natais, falaremos ao depois. No agora, a logística preditiva e a grande e formidável engrenagem do Dão. Engajados ao rio, tempo de copos. De copos e de caixas. Bonitas, laçadas, robustas. Fechadas a reclamar chave.

Carrinho0
Não há produtos no carrinho!
Continuar a comprar
0