Destinado ao mercado internacional, ou à grande distribuição, coisa que
ainda não deduzi, volta e meia aparece cá este tinto. Nada de mais, abrir,
cortar salpicão e salame, pão fresco e estaladiço da padaria instantânea e
já nos podemos começar a interrogar sobre o Senhor, enquanto o esparguete
espera, ajudado no emissário pelos cogumelos, azeitonas e queijo, ralado,
fino e poderoso de paladar.
Redondo, sem chegar a ser chato, custou 5 oiros, 2 na promoção, veio do
supermercado e instalou-se à massa já merendado.
Chourição, do espanhol, seco e com mais colorau, casqueiro a rilhar e
queijo. Fundido, da Calábria, do país da bota, mas ralado e embalado em
Espanha.
Como o meu Senhor da Vinha, arredondado, adocicado, reforço para uma
segunda-feira de chuva. Claro que, antes, o aditivei, com um branco de
começo que, por ser de outra região não é para aqui chamado.
Engarrafado pela Adega Cooperativa de Mangualde para a Internacional Vinhos
que o distribui, serve-se do Alfrocheiro, Touriga Nacional, Tinta Roriz e
Jaen, resulta num blend com alguma simplicidade. Há ali uma leve madeira,
que lhe dá estrutura, mas é vinho de escorropichar, bom grado os seus 12,5º.
Os anos deram-lhe tempero e ficou Senhor. O esparguete, e queijo gordo,
lamberam o vinho. E a escrita, noite adentro, puxou por ele.
Equilibrado, meio final, adocicado, corpo para lhe dar satisfação nos
mercados internacionais.
A mim soube-me a vinho guloso.






