Adega Cooperativa de Tazem Encosta da Estrela Branco 2022


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Adega Cooperativa de Tazem Encosta da Estrela Branco 2022

No fértil Dão localiza-se Vila Nova de Tazem, marco histórico que ajudou a demarcar a Região e com brancos de estalo. Vinhas em altitude, benefício que pouco ainda repararam, é de lá que chega este Encosta da Estrela Branco 2022.

Produzido pela Adega de Vila Nova de Tazem, creio que começo de gama, foi vindimado na Sub-Região da Serra da Estrela e vinificado em instalações fundadas em 1954.

As vinhas beneficiam da altitude, do Mondego, dos pinhais e olivais e trazem-nos um vinho elegante, fresco e com enorme potencial de guarda. Foi o que aconteceu com esta botelha.

Este Encosta da Estrela Branco 2022 surpreende, solto, fugaz, corredio. Leve, apesar dos seus 13º, com três anos e duas vindimas em cima, ficou estaladiço. Sim, às vezes é preciso desviar umas garrafas para encontrar colheitas mais velhas. A forma como a distribuição trata os vinhos do Dão e como são repostos, deixa sempre os mais antigos para trás. Haja quem procure e a achadora de vinhos que temos neste Armazém sabe como procurar.

O lote: Cerceal Branco, Malvasia Fina e o Bical fazem dele um irreverente dos vinhos, numa das regiões mais promissoras. Cor amarelo limão, muto frutado e mineral, arrasta bom volume de boca e acidez equilibrada.

Entrou em solilóquio, para singela massa meada com camarões graúdos. Nada que saber. Refogado de azeite e cebola, camarões e depois a massa, tomate frito, coentros a pirlimpipar e jorrem vinho.

A vindima, em 2022, foi contraditória, atraso ao abrolhamento, adiantamento no decorrer do ciclo vegetativo, floração em maio e um pintor adiantado. Na Serra da Estrela a altitude deixa marcas, das boas, com um clima mais fresco, lenta maturação e vinhos frescos, vivos e de aromas intensos.

De cor esverdeada, este vinho é uma combinação perfeita entre a frescura dos seus aromas florais e frutados e a mineralidade do vinho. Mais aveludado, custou 3,42 euros no supermercado, acidez equilibrada e final fresco. Singelo matrimónio, sem desdém da comida pelo vinho.

Uma nota para os vinhos de altitude que deveriam ver refletida a geografia no preço. Mais caros, porque protegidos das alterações climáticas e do aquecimento global cujas consequências já divisamos.

Para quem aprecia vinhos da montanha, o valor vale toda a experiência como neste branco com aroma complexo.

Um vinho que impressiona pela evolução, mas que se mostra equilibrado e fresco. E pelo preço, é estulto não escondermos meia dúzia de garrafas na adega, para mais tarde apreciarmos a longevidade.

Um vinho fino e equilibrado.

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