Zivilli!


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Zivilli!

Nestes últimos dias fiz larga viagem, por quatro aeroportos e onde não vislumbrei, com exceção de um Grão Vasco, os vinhos portugueses. Assim é difícil. Estadias em Osiejek e Amsterdão e vinho, do bom, nicles. Depois admiram-se que o consumidor internacional procure espumante britânico e branco da Áustria.

Confesso, e aqui os deixo, que bebi alguns vinhos de Leste, e logo ali recordei o primeiro estrangeiro que bebi, vindo da Nova Zelândia e, outro do Chile onde as nossas empresas cuidam de vinhas e vinhos. Também bebi Argentina, Brasil, França, Itália. E só assim o meu palato, que não se quer ignorante, pode abalizar o que temos, o que outros têm e calibrar a opção.

Por três vezes bebi do branco, falta-lhe vivacidade, rasgo; já o tinto, enfiei-lhe os dentes, noites houve em que o despejava, em meia garrafa posta no minibar. Cheguei mesmo a reclamar que só queria vinho e cinco destas garrafas custaram-se doze euros. Mas muita parra e pouca uva.

Amargurado, ativei o protocolo de segurança, irreverente e famigerado, pelo que passei dias e dias a beber enormes quantidades de cerveja, num país em que a cozinha tem tubérculo, poucas hortaliças, molhos castanhos e pouco mais. Bem sei, encontrei a Angus e o entrecosto, mas não me seduziu. E, de repente, a tradicional viragem quando a mesa não nos enche o peito. Salsichas, tomate cereja, batatas, feijão.

Entre os dias de caminhar e de estudar, foi um quotidiano de beber cerveja, quem diz a verdade não merece castigo, e a terminar com vodka honesta, seguido de um ruidoso grito. Zivilli! Saúde. Mas veio castigo. Na companhia holandesa que me trouxe, tinha meia-garrafa (estamos a retomar este bom hábito no Dão que aos poucos vai) de Sul Africano. Zangado, afiambrei-me à Heinekem, cansado, e gasto, da “local beer”. Pois. Zivilli!

Saúde, como os nossos brindes, com outras letras, sotaques e alegrias que me esperavam. Dois belos vinhos do rincão e estou em casa. Quanto não vale a inteligência, cuidado e delicadeza da Anita que o tinha aberto e virei de voragem.

Zivilli!

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