A chuva mantém-se persistente, e o carro, afoito lá segue o percurso. Saí do IP-3, apanhei a turística Nacional 2, e cheguei a Sabugosa. À minha espera a quinta de Jaime Barros.
Daqui saem 90 mil garrafas, e chegam 400.000 euros de faturação. Os brancos que nos deliciam e chamam novos públicos.
Subir ao outeiro onde está a Quinta das Camélias é contemplar panorama e proscénio do Dão. Muros em pedra, socalcos e uma pequena adega com engarrafamento.
Na carta de Couto do Mosteiro de Lorvão, do ano de 1183, “Sabugosam” é uma das suas vilas referenciadas, sendo já então naquele Mosteiro, muito apreciado, o vinho deste termo. Daqui saíram também pipas para os Estados Unidos, para a Embaixada de Portugal, que em 1940 estava na chancela do embaixador Pedro Teotónio Pereira, que também a colocava como lacre nos pipos.






