

Fresco. Esta foi a primeira apreciação no nariz, quando eu e a Anita apanhamos as intermitências do sol e estendemos cadeiras na varanda virada à Estrela. Temos este hábito de celebrar o fim do dia com um copo de vinho e estas sucessivas tempestades obrigam a um entra e sai das velhas e madeiradas esteiras.
Claro, muito cítrico, jovem e bom mineral. O Terras de Santo António Branco 2021 é um vinho de lote, mas as catas não são plasmadas no contrarrótulo, tampouco no site do produtor. Uma necessidade pedagógica, para nos ensinar a deferenciar (cartografia para calibrar caligrafia na deferência que do diferenciado bem o topamos nós) o que bebemos.
A Quinta de Santo António, esta, fica aos pés do rio, em Fornos de Maceira Dão, 11 hectares de vinhedos, creio que só por lá estive uma vez e vai mais de meia dúzia de anos, alguns velhos, Encruzado e talvez Verdelho, mas isto sou eu atirado a adivinhar, apreciar e desvendar o que bebemos. Apreciada a conversa vespertina, vinho singelo, bom, refresco de tardes, num branco de honesta, e precisa, acidez.


Certo é que há aqui lote, os curtos 12,5º são ideais para aperitivar ou aditivar conversas, ou mesmo uma lambarice como uns pimentos assados ou um pica pau de carne. É de beber e não exige cortesias.
Vindimado em ano bom, Dezembro frio e depois temperaturas amenas deram uma colheita de qualidade e quantidade. Tanta que este, que veio da loja, já é dado como esgotado nalgumas garrafeiras.
Perfumado, aromático e fresco. Claríssimo, mineral e de boa acidez. A bebericar que este Terras de Santo António Branco 2021 é um vinho pragmático. Sem deixar de ser elegante. E muito útil em tardes de cortesia.






