Maria João Reserva Tinto 2017
Frutado, macio, equilibrado e boa persistência. Chegou a casa em caixa bonita, com destinatária conhecida e está no ponto certo do beber. Tragámo-lo, em modo parceria dual, com meio queijo da Serra e há ali fruta madura, cuidada pelo tempo. Um vinho tranquilo, elegante, acidez perfeita e macio de boca. Um belo exemplar do Dão.
O lote tem metade de Tinta Roriz, 30% de Touriga Nacional e 20% Jaen, acrescido de estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Vibrante, preciso, taninos firmes e uma fresca acidez que o atiram aos 13,5 e que, apesar desta robustez, simplificou a merenda em dia bem bebido. Fluído e profundo, final persistente, a pedir tabaco e mais copo.


A Quinta do Solar do Arcediago é uma bonita história, que tenho gravada e lá darei a ouvir, onde o requinte e uma elevada atenção ao pormenor e ao design dos rótulos, dão um toque único aos vinhos. Mão cuidada da Maria João, que ter nome em rótulo mostra amor e implica responsabilidades. Os prémios mostram como aqui estão grandes vinhos que eu creio esperam cinco anos, antes de se abrirem ao mercado. Creio até, que o último que saiu foi o de 2012.
Um vinho limpo, aroma intenso a fruta, estrutura robusta e um final distinto, persistente, sem se impor. Em loja custa 21 euros, o preço que encontrei, com 13º, conseguidos numa vindima dura para os lavradores do Dão.
2017 trouxe fogos, dos bravos, ano muito seco e quente, que tombou algumas das videiras mais novas, que o calor nem de noite abrandou. Setembro começou quente e seco e, como é tradição, chuva que tranquilizou o amadurecimento avançado da uva, marcada por altos níveis de açúcar. Vindimas a começarem cedo, para espanto de muitos, com noites frescas na colheira, o que ajudou nas fermentações.

O Maria João Reserva 2017 é um vinho de cor intensa e límpido, muita harmonia no conjunto e longo final. Um tinto persistente. Feito por mãos delicadas e bebido com paixão.






