Quinta do Cerrado Branco Reserva 2022


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Quinta do Cerrado Branco Reserva 2022

Encruzado e Malvasia Fina. Uvas belas, saborosas, delicadas. Fazem bons vinhos. E este é um excelente lote, meio meio, que delicia dias frágeis da alma. Façamos-lhe justiça. Com uma carne de frango, nacional, temperada e pronta a ir a lume flamejante.

Foi para esse, pouco proteico, bife que apontei o Cerrado Branco Reserva, 13ºC para um jantar de semana, previamente aperitivado com dois pares de queijos frescos, salpicados, apimentados e boas ervas. Ligeiro, e composto, para quem não almoça, com pão torrado e uma maionese tradicional salpicada a coentros. A culinária, para os epicuristas, é um santo ofício.

Voltei à família Cunha Martins, desde 1942 na lavoura e no vinho, ali quem sobe de Cabanas à 234, estrada que apontam à Rota do Dão. E assim trouxe nova compra da União Comercial da Beira para encruzar a malvasia. Cristalino, untuoso, boa lágrima – sim quando ele escorre ao fundo do Allegra, que é copo de se abotoar com meia botelha, per si e para mim. Se preciso for.

Esta vindima, é sempre bom rememorar, sofreu atrasos no abrolhamento, clima tempestuoso após a floração, vindima cedo, travada aqui e ali pelas primeiras chuvas do outono.

O Quinta do Cerrado Branco Reserva 2022 tomou-se de sol, alongou-se e, de boas uvas desengaçadas, prensa suave e dois terços à cuba, o outro ao carvalho Allier. Citrico, e cavalheiro, não desmereceu petisco. Em loja custou 8,40 euros e foi feliz o desposório.

Escorropicho, citrino, mineral, um verde profuso, talvez a minha velhice reclame menos madeira, mas não é isso que lhe leva a gentileza.

Gentil, sim, um branco que nos aconchega, que nem manta pelos joelhos nos frios.

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