

Sofisticado. E outra coisa não seria de esperar, produzido por um dandy dos vinhos. Mas, desenganem-se, o despreendimento é feitio, que naquelas mãos há sabedoria, ciência e ouvidos, para escutar coisas antigas. Equilíbrio e aqui ergo o meu Riedel Vivant a um criador de bons e extraordinários vinhos.
O Passarela Fuga Colheita 2022 Tinto mostra como o equilíbrio de vinhas maturadas com vinhas mais frescas, beneficiando da altitude, é capaz de nos dar prodigiosos vinhos. Um blend, vinificado no lagar.
Taninos arrugados, suculento no beber, acabou por namorar um bacalhau no forno, lombos altos, apimentados no tempero, bom azeite, batatas e pimento que é Quaresma e temos de jejuar.
A Casa da Passarela é escola de vinhos e ousadias, quem estuda progride, este carregou 13,5º, emparcelou 9,99 euros e mereceu a comida em ano, 2022, que a vindima foi de trabalhos, por mor disso trouxe tintos consistentes. Provado, mostrou-se robusto, boa acidez e uma vontade tremenda de continuar a bebericar.


Um ligeiro toque de madeira, boa adstringência e um trio de artes, filigrana com os terços de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Jaen, que o tornaram viçoso, fresco e aromas nutridos. Boa frescura, taninos leves e bem estruturado. Simples e bom, de final curto.
Uma Fuga para a montanha e para vinhos nada presunçosos, apenas vinho tinto excelente para uma boa refeição. E quem partilha da mesa, ergue-se, rendido. Sofisticado no lote.
Este Passarela Fuga Colheita 2022 Tinto, com alguma adstringência, bem pode abalar ao copo.
Sofisticado. A guardar umas boas botelhas. Para brilhar mais tarde.






