Categoria: Histórias
-

O Dão em prosa, roteiro filosófico e vínico em Nelas
Nelas não é apenas um ponto no mapa; é um coração aberto do tamanho das serranias, onde a terra é de quem a ama e a trabuca. É o lugar onde Dionísio e Baco velam por vinhedos imensos, debruados por oliveiras e castas lendárias. Este roteiro é uma jornada pelas estradas que ligam a história,…
-

As vinhas da montanha
Queijos. Queijos e vinhos. É isto que gosto na altitude, ao alto, na montanha, em Gouveia. O queijo, os sabores, mai-la serra e a Estrela, aparição em Gouveia, jardim dos hermínios, queijaria da montanha, transumância, lã, carne, leite, cabritos, taninos, sustentos e vida. Fiz este roteiro a pensar nos taninos da montanha, na alma dos…
-

A Logística no Dão, entre vinhas, chuva e a N231
Já vos falei nas minhas aventuras logísticas, creio. É uma memória que remonta aos primeiros anos oitenta, quando me escapulia de casa, ainda em Castelo Branco, para ir ganhar dez escudos na descarga do camião da Martins e Rebelo que vinha, penso eu, de Vale de Cambra. Também ia com o senhor Belo, um alentejano…
-

Dão à chuva
Sim, olho a chuva miúda, enrolando o tinto, meditando nos que puxam os rígidos arames, esticam os pendões e cortam as ervas, aí percebe-se melhor o que nos Dão, o rio. Cordas e contrabaixos em dias de chuva, tardes copiosas de lágrimas abertas, escorrem ali ao céu como quem colhe dos pipos, arriando madeiras e…
-

Por São Simão, Agricultura(s) lá longe
Foram uns tipos, aliás muitos tipos, que andaram a lavrar semanas a fio. E foram esses tipos que me empurraram para pouco mais de três centenas de quilómetros às terras do Camilo, da Prelatura e todos quanto. Durante meses a fio, José Martino, agrónomo que cultiva saberes e sabores, escreveu “Agricultura(s), a minha vida! Reflexões…
-

No telúrico caminho do Vouga
Atinge-se o sítio através da densa floresta. A barragem repousa serena junto à pequena aldeia de Várzea de Calde, cujas casas são banhadas pelo sinuoso rio Vouga, bravo nestes dias de chuvas. Revela-se uma paisagem ancestral e extraordinária, moldada pela escura mata, onde se contemplam as intensas cores selvagens da natureza. É um local recluso,…
-

Pelas ruelas do casco velho
Que fazer em dias de sol matinal que não tecer tapeçaria e reclamar semântica. O sol da manhã, ainda tímido, baixo e brando, espreguiça-se sobre o horizonte serrano, pinta nele esse cobre antigo, as cumeeiras de telha de Viseu. A cidade acordou num murmúrio tranquilo e sussurrante, e eu decidi que era dia perfeito para…
-

“Agricultura(s) a minha vida!”
A lavoura tem várias disciplinas, a viticultura uma delas. Fará sentido discutir a dita nesta agremiação vínica, um Armazém. De secos e molhados. Muito meditar, o cheiro da gráfica, o congeminar, a tinta a cair no branco, que já teve festival literário de sabor vínico. Ora a decisão de editar um livro, especialmente um que…
-

2025 Ano Internacional das Cooperativas
O meu primeiro emprego, assim que larguei o Estado, foi na Adega Cooperativa de Tondela. Estive lá por duas vezes. Em 2021, comecei nos preparos da vindima, com o beneplácito do engenheiro Brites, que tinha no quadro técnico ainda outros dois engenheiros, um de produção, outro de floresta. Sim, havia uma secção florestal. Os dias…
-

A travessia de ferro e o tempo do vinho
Sai-se de Viseu para Oeste, ao encontro das faldas do Caramulo, logo após o cruzamento de Orgens, o proscénio agrícola da região abre-se, assomado em Figueiró, onde se vislumbram as vinhas, a ecopista e o vale de São Cipriano. Avançando cerca de seis quilómetros, chegará aos Coutos, com as faldas do Caramulo nos olhos e…





