Categoria: Histórias

  • Uma passeata pela Comarca de Viseu

    Uma passeata pela Comarca de Viseu

    Tenho galgado a região, atrás das letras e das anotações, num quotidiano que me espanta pelas pedras que se cruzam, as vozes que se incrustam, a memória que se encaixa no coração. A Custódia, uma Casa Nova na planície, perceberá bem este retalhar, este ver para contar. Não serei escritor, que isso é vontade e…

  • Entre Currelos e a Foz do Dão, os rios vinhateiros

    Entre Currelos e a Foz do Dão, os rios vinhateiros

    “In vino veritas”, o antigo sussurro romano ecoa nestes rios, afirmando que na embriaguez a língua desata e a Verdade se revela, límpida como o mosto. A verdade é aqui, nessa alegoria festiva, o reencontro de dois rios, belos e irreverentes. Partamos à descoberta desses rios vinhateiros. Primeira Paragem, Oliveira do Conde, em Carregal do…

  • São os Santos, senhores, os Santos

    São os Santos, senhores, os Santos

    O calendário beirão assinala a Feira das Febras, e com ela, Mangualde, no coração da sub-região vitivinícola de Terras de Azurara, transforma-se num epicentro de fumo e sabor. Os Santos trazem-me todas as recordações de uma infância feliz e a lembrança de minha mãe que pregava, e fazia, que casacos compridos só a partir desta…

  • O Touro, a Lapa e o Abade: meia geografia ao Dão

    O Touro, a Lapa e o Abade: meia geografia ao Dão

    Chegar ao Touro, já nas faldas da Nave e no coração das Terras do Demo, é pisar a linha da Demarcação Vinícola do Dão. Porém, o passeio vale a pena, a promenade leva-nos pela última capela construída pelo povo, deixa-nos cruzar os Caminhos da Lapa e, na volta, atravessamos a Ponte do Abade e regressaremos…

  • Vinhos para o Inverno

    Vinhos para o Inverno

    Estamos nesses dias e, oficialmente, só falta mudar a hora ao relógio para esse arranque, o ritual de acender a lareira e pegar na tenaz. O crepitar do Inverno vem lá, mais mês menos semana que o tempo anda avariado, tempo de manducar de boa gana, pôr os dentes em função, limpar a barbela ao…

  • O Desvio do Tempo, a odisseia do viajante no Castendo

    O Desvio do Tempo, a odisseia do viajante no Castendo

    O Castendo é Roriz, o Mosteiro do Santo Sepulcro, o Mareco, vistos de outra ronda. A alma de viajante parte de Viseu, alheia à Estrada Nacional 16, num assomo de património rodoviário. O caminho faz-se pelo cruzamento de Povolide, onde se pedem mãos atentas e ouvidos no motor, a estrada é fabulosa, mas sinuosa, e exige…

  • Carvão do Sul

    Carvão do Sul

    O Carvão do Sul é a metáfora ardente deste nosso tempo, uma arte que se manifesta no ritual sagrado do churrasco, na festa simples e gulosamente fraternal. Não é apenas a mesa posta, mas a generosidade da maionese, alva e cremosa, que evoca a grande celebração brasileira, um banquete que se enraíza e floresce numa…

  • Dos palácios de Mangualde à terra do Queijo e do Alva

    Dos palácios de Mangualde à terra do Queijo e do Alva

    Eis um itinerário que nos leva de Azurara ao Alva, no limite Sul e a face mais histórica da região do Dão, combinando o vinho com a tradição do Queijo Serra da Estrela. Uma viagem ao coração da Beira Alta, navegando pelas estradas que ligam a excelência do Dão, dos seus vinhos de altitude ao…

  • Uma Jornada de Vinho, Fé e Filosofia

    Uma Jornada de Vinho, Fé e Filosofia

    Tenhamos fé, na homília e nos acólitos. Ao viajante importa a poesia da jornada, não se lhe compadece a frieza das planilhas, quer prosa, leveza poética, rigor erudito da solicitação. O itinerário pela paisagem vínica do Dão, nestes dias antes das chuvas e com os cestos quase lavados, pressinto este épico Outonal, a Jornada de Vinho, Fé e Filosofia. A quietude,…

  • Nem mais Cabriz, tampouco botelhas distribuídas pela Vinalda

    Nem mais Cabriz, tampouco botelhas distribuídas pela Vinalda

    Já vou à decisão, antes a Marrã, merece bem mais que estes que duvidam do dinheiro, e do trabalho, dos lavradores. Antes, o situacionismo. O Vinho do Dão está nas mãos das distribuidores e eu outorgo-me no direito de beber o que bem me apetecer e não o que me querem servir. Ora em Sábado…

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